Ontem, assisti ao filme junto com o Doda, um amigo redator que admiro muito. Cheguei em casa após a sessão e pensei: seria foda se ele escrevesse uma resenha para o blog. Pois hoje lancei o convite e a resposta dele você lê depois da Megan. Quanta honra.

O diretor Michael Bay não inaugurou, mas levou à perfeição um estilo de filme que alcançou o grande público com os clássicos de ação dos anos 80: a história em que ninguém percebe se o roteiro existe ou se ele foi substituído por uma mariola.
Nessa escola cinematográfica, tudo o que você precisa saber antes de comprar o seu ingresso é o orçamento da produção, pois o exercício não é esperar uma boa história que de repente faça com que você reveja conceitos de vida e saia pela rua recolhendo cães abandonados. O negócio mesmo é procurar entender na tela se a cifra foi bem investida ou se o diretor torrou tudo em lanche na padaria.
No caso de Transformers – A Vingança dos Derrotados (orçamento de 200 milhões de Obamas), um milagre foi operado. Pois ao contrário das obras públicas brasileiras, a impressão que se tem é de que pelo menos o dobro do declarado foi gasto em nome de duas horas e tantas de entretenimento pesadíssimo, cru e sem frescura como só americanos são capazes de realizar.
Entre as atuações a destacar temos Megan Fox, a mulher mais gostosa do mundo, mas que como atriz fica previsivelmente abaixo da classificação péssima (e isso é ótimo para o filme, pois ninguém imagina Meryl Streep ameaçando fritar o olho de um carro de controle remoto alienígena); John Turturro, o eterno bom coadjuvante que coloca no bolso mais da metade do elenco (e ainda faz a voz do absurdo transformer Jetfire) e o bundão Shia LaBeouf novamente interpretando o bundão Shia LaBeouf.
Mas é claro que tirando Megan, ninguém vai ao cinema esperando ver gente de carne (e que carne) e osso, as estrelas de verdade são os robôs e a destruição gratuita que protagonizam. E essa é a boa notícia. Como nesse segundo filme não precisamos mais perder tempo apresentando personagens ou contextualizando a patacoada toda, o pau come do primeiro ao último minuto e Bay só não estropiou a outra metade do planeta porque algo precisava ficar de pé para os próximos filmes.
Entre os autobots, os robozinhos do bem, Optimus Prime e Bumblebee fizeram aulas intensivas de capoeira e kung-fu desde o filme anterior e agora bailam na tela com a leveza de zagueiros argentinos jogando tênis. Os gêmeos “niggas” também são outra grande tiração de sarro do filme, sem falar no já citado Jetfire. Pelo outro lado, Megatron e o bonde dos malvadinhos não decepcionam e trazem ao seu lado um colossal par de colhões (é sério, ou melhor, não é).
Se vale o ingresso? Cada centavo. É o melhor investimento de tempo em uma perda de tempo que você pode fazer nesse 2009 até agora.
Nota: 8,0
















