DVD: Bonzinho, presos e cruéis

chokeChocke – No Sufoco (2008). O livro do mesmo autor de Clube da Luta ganhou uma adaptação muito comportada nos cinemas. O texto de Chuck Palahniuk sobre um cara viciado em sexo que busca estreitar relações com a enferma mãe, é tão inteligente e ácido que é de se lamentar que o ator Clark Gregg, aqui fazendo sua estreia na direção, não tenha tido a sensibilidade e ousadia visual exigida para a transposição cinematográfica da obra. Apesar disso, as atuações de Anjelica Huston e Sam Rockwell (ótimos como mãe e filho problemáticos) e, mais uma, vez o texto de Palahniuk compensam a descoberta desse filme. Nota: 7,0

PapillonPapillon (1973). Steve McQueen e Dustin Hoffman estrelam este que é o clássico dos clássicos quando o assunto é filme de fuga. McQueen é Papillon (que em francês significa borboleta) um homem condenado injustamente por assassinato que é enviado para uma prisão de segurança máxima na Guiana Francesa. Lá acontecem coisas trash com Papillon (insetos para o almoço, que tal?), mas nada seria convincente se a entrega de McQueen ao personagem não fosse absoluta. Pena que a qualidade do DVD brasileiro seja precária. Nota: 8,0 

 

Funny_gamesViolência Gratuita (2007). O diretor alemão Michael Haneke (ganhador do Leão de Ouro este ano em Cannes) faz de Violência Gratuita uma refilmagem obsessiva do seu próprio filme, Funny Games, de 1997. Obsessiva pois Haneke faz o mesmo filme de doze anos atrás, com enquadramentos e roteiro iguaiszinhos. O que muda na versão americana são os atores, aqui muito bem representados por Naomi Watts, Tim Roth e o excelente garotinho Devon Gearhart. O trio forma uma família que, ao chegar em sua casa de campo, é surpreendida por dois jovens bem educados, os quais, por razões que o diretor faz questão de não nos explicar, deixam claro que estão ali para matá-los ou serem mortos por eles. Fazendo uso de uma bela trilha sonora e longos planos-sequência, Haneke escancara a manipulação do cinema ao esfregar na nossa cara que tudo ali é feito para nos despertar algum tipo de sensação, seja tensão, indignação ou revolta. É o cinema estudando o cinema. Nota: 9,0

Se já viu o filme, assista ao vídeo abaixo, que compara as duas versões:

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4 comentários

  1. Chocke eu vi na mostra do ano passado, e achei muito chato!!
    Não conhecia o texto, e talvez não tenha entendido bem o espírito. rsrs

    Papillon eu nunca vi, mas sempre ouvi falar muito bem!

    Violência Gratuita eu também não vi, e até aqui só tinha lido maus comentários. Mas depois da sua opinião, fiquei curioso pra ver!!

    1. À primeira vista “Choke” pode ser enfadonho. Mas acho que ele carrega um bom material e merece uma chance. Mas sem dúvidas, seu principal problema é a direção.

      Cara, assista “Violência Gratuita”. Quero saber sua opinião.

      Abraço!

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