Resenha: Up – Altas Aventuras

UP - Altas Aventuras_PosterDizem que para uma música ser boa, ela precisa lhe causar arrepios e fazer brotar lágrimas em seus olhos. Se a mesma “teoria” valer para filme, então Up é um absurdo de bom!

O que pode ser um problema, já que a cada novo filme da Pixar, fica mais difícil estabelecer uma ordem de favoritos do estúdio. Afinal, até hoje não sei dizer se prefiro Procurando Nemo a Os Incríveis; ou se Monstros S.A é melhor que Ratatouille. Simplesmente não consigo – e sofro por isso.

E, acredite, Up tem qualidades suficientes que podem colocá-lo no meu “TOP 5 Pixar”. Algo que percebi logo na sequência inicial do filme, que é uma das coisas mais lindas que o cinema já produziu (aquele que não se emocionar, pode muito bem enfiar uma faca no coração que provavelmente não vai sentir nada). Mas isso são só alguns minutos de uma produção absolutamente maravilhosa, em todos os sentidos.

O primeiro filme do estúdio em 3D não poderia ser outro: como o título entrega, a maior parte de Up acontece nas alturas, o que é um prato cheio para o ganho de profundidade oferecido por aqueles óculos mágicos. Seu visual é arrebatador (luzes, texturas, movimentos: tudo é fantástico) e, diferentemente de A Era do Gelo 3, nada pula da tela gratuitamente. A tecnologia está lá para ajudar a contar uma história.

E que história! Esqueça o excesso de acasos e o fraco vilão: Up é sobre amor eterno, sobre vida e morte, sobre amizade e esperança (por mais piegas que isto soe). E, para mim, o mais fascinante no trabalho da Pixar é a capacidade de seus animadores e roteiristas em desenvolver personagens complexos e interessantes: o boneco que acredita ser patrulheiro espacial (Toy Story); o robô que não fala e mesmo assim expressa sentimentos profundos de amor (Wall-E); o rato com paladar aguçado que sonha em ser chefe de cozinha em Paris (Ratatouille); e agora um senhor rabugento – mas de coração mole – que deseja viajar até a América do Sul sem sair de casa.

Como é gostoso e inspirador ver Carl Fredricksen (velhinho de 78 anos) e Russell (garoto escoteiro) em tela. Assim como Buzz e Woody, aqui, um complementa o outro: Russell é o filho que Carl nunca teve e a relação de amizade entre os dois é belíssima e muito genuína – e é também dela de onde nascem as piadas mais inteligentes de um filme muito engraçado.

Mas, como disse lá em cima, o único ponto “fraco” de Up (se é que existe um) é seu vilão, o qual achei muito desinteressante. No entanto, se pensarmos bem, ele está ali apenas como justificativa para as excelentes cenas de ação. Pois, na realidade, o verdadeiro vilão da história acada sendo a inevitável passagem do tempo e suas consequências.

E, assim como Carl, eu e você também vamos ficar velhos. Só espero que, até chegarmos lá, a Pixar continue nos presenteando, ano após ano, com filmes tão emocionantes como Up – Altas Aventuras.

Nota: 9,5

Enquanto isso, no meu quarto…

Buzz e Woody_Coleção

16 comentários

  1. Eu assisti no domingo.
    Achei incrível!!! Maravilhoso!
    Só que não assisti em 3D…

    Eu adorei os cães… De uma maneira incrível os cachorros expressavam seus sentimentos através da ‘fala’. O incrível é que não era uma fala como a dos desenhos animados, eram pensamentos falados. Não sei explicar, mas o resultado ficou muito bom! Aprende-se muito ao assistir Up!

    1. Isso mesmo, Rafael. Assistir “Up” (e qualquer filme da Pixar, convenhamos) é uma lição de cinema – e de muitas outras coisas. Os cachorros são hilários (que ideia simples e genial, não?).

      “Esquilo!”

      Di, se for em 3D, só dublado. Não sei se há cópias legendas nos cinemas normais. Mas ó, a dublagem está excelente. Muito boa mesmo. Pode assistir sem medo (e vc sabe como sou chato pra essas coisas). rs

      Bjos e abs!

  2. Cara, eu tenho que dizer: Up foi um dos filmes mais sensíveis e bonitos que vi!
    A história é linda, engraçada, mas com um tipo humor que acho fantástico!

    Sei que sou chorona, e se tratando de Up já era esperado o fato, mas não pude conter as lágrimas em três partes do filme: começo, meio e fim!

    Perfeitooo!

    P.S.: Pra mim, Up é o melhor filme da Pixar!

    P.S.: Eu quero esses bonecos!!! Já que você tem 3 de cada, poderia me enviar pelo menos um né?! rs

    Beijocas!

    1. Primeiro: “Up” é mesmo foda. Os caras quiseram fazer um filme emocionante e conseguiram de maneira brilhante (com ótimas doses de humor, situações nonsense e muita ação).
      Segundo: meu favorito da Pixar é, sem dúvidas, “Toy Story”. Mas, como escrevi na resenha, não consigo classificar muito bem uma ordem de favoritos.
      Terceiro: quando eu comprar os bonecos da “Definitive Edition” (daquele post que fiz, sabe?), daí te dou meus antiguinhos….NOT.

      =D

      Bjos.

    1. Oi Raphael!

      Esse Buzz já está comigo há 12 anos, acredita?
      Minha irmã o trouxe da Disney, na época do lançamento do 1º filme. Eu cuido tanto dele, que ainda está como novo. rs

      Você viu esse post que eu fiz? ( https://holyjunk.wordpress.com/2009/09/08/toy-story-collection/ )
      Bom, ele é sobre a nova coleção de bonecos do filme. Animal!
      Eles estão beeem melhores. Aconselho que espere um pouco até eles chegarem às lojas brasileiras (eu não sei se a loja online da Disney entrega no Brasil), vai valer muito a pena tê-los na coleção.

      Eu, pelo menos, quero comprar todos.. hehehe

      Abraço cara!

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