DVD: Crepúsculo

É idiotice ignorar: a série criada por Stephenie Meyer é um fenômeno cultural de proporções quase épicas. Até tentei ficar imune a ela, mas vi que seria inútil resistir. Há pouco mais de um mês, me entreguei à leitura do primeiro capítulo da saga e… parei no meio. Aos fãs, mil desculpas, mas achei o livro um saco. O começo é até que legal e a leitura flui, mas chega um momento em que, putz, não tive paciência.

Mas beleza. Livro é uma coisa. Filme é outra. Aproveitei o fim de semana, aluguei o DVD e dei uma segunda chance a Crepúsculo. E olha, não achei o filme tão ruim quanto todos falavam. Tá, é ruim, mas não tãããoo ruim.

Assim como o livro, o filme começa bem, e a relação entre Bella e seu pai tem uma dinâmica interessante. Gosto também das cores usadas no filme, essa coisa nublada, gélida, como a pele dos vampiros.

Catherine Hardwicke sabe retratar bem os adolescentes, como visto em Aos Treze e Os Reis de Dogtown. Mas a diretora não tem o mínimo talento pra comandar cenas de ação: como são toscos os efeitos de Crepúsculo. O que é aquela cena em que Edward leva Bella de “cavalinho” montanha acima até o topo de uma árvore? Sem contar o terrível efeito usado pra mostrar como os vampiros são rápidos; aquela aceleração da imagem seguida de um borrão amador. A sequência do beisebol também é constrangedora demais.

Mas isso é o de menos, porque o que mais importa é a relação de amor entre humana e vampiro. No livro, gostei dessa coisa de jogo de sedução, quando um quer tocar o outro e não pode, essa coisa de amor de escola que parece sempre impossível. Já no filme, senti que essa coisa pura se perdeu, é tudo muito plástico, irreal.

Talvez eu perca alguns leitores com este parágrafo, mas em Crepúsculo (filme), Bella e Edward não têm química alguma. E Robert Pattinson é um péssimo ator (além de feio, aceitem esse fato). As palavras que pronuncia soam mais artificiais do que um boneco falante do Steven Seagal. Já Kristen Stewart se sai melhor em cena e representa bem a personagem do livro de Stephenie Meyer.

Por fim, Crepúsculo tinha potencial, mas parece um filme amador. Catherine Hardwicke errou a mão nas sequências de “ação” e deveria ter concentrado mais esforços em desenvolver de forma mais sensível e humana a relação incomum do casal. Infelizmente, este é um filme que até os fãs odiarão um dia, quando a febre passar.

Sexta estreia Lua Nova, com um novo diretor (Chris Weitz) e mais grana em caixa. Vamos torcer pra que a coisa seja melhor.

Nota: 5,0

8 comentários

  1. hahaha… não vou te adiar por isso… Até porque não sou fã assimmmm… Vejo e só! Mas tbm não achei isso tudo… Meu preferido nem é esse Robert… Prefiro o pai dele… hhahahahahahahahahahahaa… (só pra descontrair).

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