Onde Vivem os Monstros – Anúncios

Estou achando que serei obrigado a criar um blog exclusivo para Onde Vivem os Monstros. Já assisti ao filme duas vezes, estou considerando uma terceira ida ao cinema, e mesmo assim não consigo perder o encanto nem entender a fascinação que a produção de Spike Jonze causa em minha pessoa. Algo que nunca senti por nenhum outro filme…

Abaixo, os anúncios criados para “vendê-lo” aos votantes da Academia e a outras premiações.

Uma imagem mais linda que a outra.

Como prometido, em breve escreverei uma resenha completaça, detalhando todos os fatores que fazem dele um filme grandioso. Enquanto isso, fique com minha Pré-resenha.  ;-)

E quem ainda não viu o filme, corra! Ele estreou em pouquíssimas salas e não deve ficar em cartaz por muito tempo.

11 comentários

  1. Já assisti esse filme 12 vezes. E já li várias opiniões sobre o filme, grande maioria ridículas falando que o filme é infantil.

    Uma dúvida que não sai da minha cabeça sobre o filme é a seguinte: a ida a ilha do Max…foi real ou imaginada?

    Porque olhe só, o que me deu a idéia de ter sido imaginária foi na hora em que Max volta pra casa, ele pega o barco e aí ele volta EXATAMENTE aonde ele tava no início. Isso me deu a idéia de que não foi real a ida, e é óbvio, isso é só um filme e seria óbvio que ele voltaria exatamente aonde ele tava. E também pelo fato de ele não comer NADA em sua estada na ilha!

    Mas o que me deixou com pé atrás quanto a idéia anterior…foi que se fosse imaginação, então nunca haveria briga…ainda mais com ele! Tudo seria perfeito e etc. Isso me deixou confuso.

    Se alguém vier com uma opinião coerente, ficarei feliz em lê-la.

    1. Caramba, Felipe! Você conseguiu me superar. Assistiu ao filme 12 vezes??? Demais!

      Um dia eu chego lá.
      Quanto à sua dúvida, eu acho o seguinte: sim, a ida à ilha foi imaginada por Max. Tudo aquilo acontece em sua cabeça, assim como no livro que inspirou a obra de Spike Jonze. Mas no caso, no livro, Max não sai do seu quarto. No filme, há todo um contexto maior.

      É belíssimo o fato dos monstros brigarem, não serem perfeitos. Aquilo é tudo Max, confuso consigo mesmo, amadurecendo; percebendo que, apesar de tudo, não há lugar como sua casa e a comida quentinha de sua mãe.
      Olha Felipe, a riquesa desse filme abre inúmeras interpretações. Eu tenho algumas teorias, que colocarei em um texto muito em breve.

      Valeu pelo comentário!

      Abraço!

      1. Concordo com o Sanchez, a briga dos monstros é o Max amadurecendo.
        Viajando um pouco mais, o monstros são ‘encarnações’ das várias facetas do Max, a exceção da KW que representa a sua família.

        [Spoiler]
        O Alexander é como o Max do começo do filme, querendo atenção, e que depois chora quando os amigos da Claire quebram o iglu dele.

        O Carol é a faceta agressiva do Max, a selvageria, o instituto destrutivo, mas que ainda não é mal por isso. Esse é fácil perceber, já que quando o Max fala pro Carol o mesmo que ouviu de sua mãe antes de fugir de casa, é que ele percebe que é hora de voltar.

        O “The Bull” é o lado instrospectivo dele, enquanto a Judith é sua parte ciumenta, manipuladora (lembra da cena que a mãe dele está com o namorado como ele se comporta exatamente igual a Judith?).

        O Ira e o Douglas ainda não identifiquei mto bem, talvez seja um bom motivo para assistir pela terceira vez! ;)

        Já a KW, é bem interessante, porque ninguém entende exatamente porque a KW mudou, porque se interressou por Bob e Terry (que o Max e o Carol não consegue compreender o que falam) – obviamente, a mesma incompreensão do Carol em relação a mudança da KW é a incompressão do Max em relação à mudança da Claire e da sua mãe. E não são Bob e Terry esses estranhos que entram na vida do Max? Os amigos da irmã, o namorado da mãe…

        [/Spoiler]

        O filme me lembra muito histórias que contam a histórias onde se fala do fim da infância, e de quão dolorido é ‘crescer’, como o conto do Guimarães Rosa “Fita Verde no Cabelo” e o “Meu pé de Laranja Lima” do José Mauro de Vasconcellos.

        Mas pra mim, a grande vitória do Sendak e do Jonze (bem mais do Jonze porque pra mim o livro não tem nem de longe essa profundidade que tem o filme) – é fazer isso sem precisar associar com a morte. O filme é de uma leveza impressionante, de um sutilidade absurda.

        Além do roteiro, das cenas lindas, trilha sonora, tem o Max Records. Poucos atores, mesmo entre os adultos, conseguem ser tão expressivos quanto ele.

        Enfim, amo, amo amo. :)

      2. Ah sim, entendo seu ponto de vista e o aceito como fato. Esse filme é riquíssimo em detalhes que deixam o espectador preso até o final mesmo que já tenho visto 12 vezes esse filme (rs).

        É engraçado o fato de Max ter ido a ilha pela imaginação, mostrando como a imaginação de uma criança não tem limites e que eles muitas vezes não têm o controle sobre sua imaginação.

        Queria poder ter a chance de dizer isso pessoalmente a Max e Spike, porque eles, definitivamente, revolucionaram a minha vida (veja meu blog).

  2. Oi, vi o seu blog, e não me contive em escrever.
    Hoje assisti pela segunda vez o filme Onde Vivem Os Monstros, e cada vez fico mais boquiaberto, lindo demais! O diretor Spike Jonze foi muito feliz e delicado com a bela história para adultos, tudo muito poético. E a trilha sonora fantástica!!!!!

  3. ah, e lendo o comentário acima, eu concordo e entendo porque ele disse que o filme é para adultos, mas eu estava pensando e acho que é muito pra crianças também, e tem que ser, porque contos de fada é que são a violência e a certeza de frustrações do resto da vida. e eu acho que algo é sempre desajustado, e por isso que gostei tanto, também, da delicadeza do Spike Jonze, e como você, o filme me deixou fascinada por algum motivo muito obscuro e enraizado, mas é bom não descobrir coisas assim, talvez, porque daí posso ir mais muitas vezes ao cinema e depois comprar o dvd. :)

  4. Bruno,
    Vi o filme há uns três dias, tanto por indicação de um amigo meu quanto por curiosidade e também por ter lido sua pré-resenha. Achei o conteúdo bárbaro. Os monstros residem na nossa cabeça, sejamos crianças ou não. E não há lugar confortável para onde se fugir, é tudo uma questão de saber lidar com eles. Agora, estou com o filme na cabeça até hoje por causa da “estética”. Achei as imagens grotescas, “bichos de pelúcia”, de fato, monstruosos. Sei que a intenção é essa, mas putz, vou assistir a uma meia hora de Bambi só para a floresta ficar mais verde.
    Aí, esse é um filme que eu veria de novo. Daqui a um tempo.
    Abrçs, Bia

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