Resenhas DVD

Resenha: Distrito 9

Você acorda sábado de manhã mais cedo do que pretendia. Puto, obviamente. Você até tenta, mas sabe que não vai conseguir pegar no sono de novo. O sol já batendo na janela e você sozinho em casa. Não, nem fudendo que você vai levantar. O melhor a fazer então, é continuar na cama, buscar na sua mala o Blu-Ray de Distrito 9 que você pegou emprestado e soltar o play.

Daí você começa a ver e lembrar quando saíram os primeiros trailers, que você achou aquela linguagem meio documental o máximo. E que o combate civil entre sul-africanos e alienígenas em Joanesburgo soava bastante original. Mas o filme começa e você pensa que vai ser só sobre isso, mas aí você vai se envolvendo com a causa e a gostar da forma como os personagens vão sendo apresentados e… BAM!

De repente você está ali, enrolado num edredom e quase gritando junto com o protagonista, aflito e angustiado com toda aquela situação. E você pensa como o roteiro e a direção de Distrito 9 são brilhantes; como a bela narrativa te conduziu até aquele instante de uma maneira tão natural e prazerosa, que você nem percebeu pra onde estavam te levando.

E aí, no meio de todas aquelas sequências de ação frenéticas, você se dá conta de que Distrito 9 é um filme de personagem, e não uma ficção-científica-com-cara-de-documentário. Um filme com um protagonista interessantíssimo, por sinal. Um anti-herói de primeira.

Com um final arrebatador, Distrito 9 termina. E você respira aliviado, cochichando pra si: “que puuuuta filme!”

Agora sim, o sábado pode começar.

Nota: 9,0

Resenhas – novo formato

Se você lê o blog há algum tempo deve ter percebido que as resenhas entraram em extinção.  A última foi uma, meio sem vontade de existir, sobre Amor Sem Escalas.

Sim, os dias estão mais corridos. Mas isso não é lá muita desculpa. Tempo a gente sempre arranja, por bem ou por mal.

A verdade é que estou numa fase com preguiça de escrever resenhas. Nunca levei esse blog muito a sério, muito menos meu papel como “crítico/resenheiro”.  Apesar disso, meus últimos textos estavam todos seriões, abordando  aspectos técnicos da produção, julgando as escolhas do diretor e por aí vai.

E isso, me cansou.

As resenhas não vão morrer. Muito menos esse blog, que, apesar de estar às moscas, hora ou outra voltará com a dignidade que merece.

Ainda estou pensando em um formato novo para as resenhas. Um formato mais “express”, sem muito lenga lenga e que cumpra um único papel: dizer se gostei ou não de um filme. O que, vamos bem dizer, é inútil, uma vez que nunca uma pessoa assiste ao mesmo filme que outra. Afinal, histórias de vida diferentes = visões diferentes de uma mesma obra.

Enfim.

Agora desligue esse computador e vai espiar a vida lá fora, antes que ela vá embora.

;)

Putz, esqueci!

No post do Resumão das Férias esqueci de colocar um filme que também assisti e gostei DEMAIS!

Canções de Amor, um musical francês triste de doer, mas belíssimo. Infelizmente, o filme esteve em alguns festivais há um tempo, mas ainda não foi lançado em DVD por aqui. O jeito é baixar (sabem que sou contra, mas nesse caso vale  muito a pena!)

Nota: 9,0

DVD: Crepúsculo

É idiotice ignorar: a série criada por Stephenie Meyer é um fenômeno cultural de proporções quase épicas. Até tentei ficar imune a ela, mas vi que seria inútil resistir. Há pouco mais de um mês, me entreguei à leitura do primeiro capítulo da saga e… parei no meio. Aos fãs, mil desculpas, mas achei o livro um saco. O começo é até que legal e a leitura flui, mas chega um momento em que, putz, não tive paciência.

Mas beleza. Livro é uma coisa. Filme é outra. Aproveitei o fim de semana, aluguei o DVD e dei uma segunda chance a Crepúsculo. E olha, não achei o filme tão ruim quanto todos falavam. Tá, é ruim, mas não tãããoo ruim.

Assim como o livro, o filme começa bem, e a relação entre Bella e seu pai tem uma dinâmica interessante. Gosto também das cores usadas no filme, essa coisa nublada, gélida, como a pele dos vampiros.

Catherine Hardwicke sabe retratar bem os adolescentes, como visto em Aos Treze e Os Reis de Dogtown. Mas a diretora não tem o mínimo talento pra comandar cenas de ação: como são toscos os efeitos de Crepúsculo. O que é aquela cena em que Edward leva Bella de “cavalinho” montanha acima até o topo de uma árvore? Sem contar o terrível efeito usado pra mostrar como os vampiros são rápidos; aquela aceleração da imagem seguida de um borrão amador. A sequência do beisebol também é constrangedora demais.

Mas isso é o de menos, porque o que mais importa é a relação de amor entre humana e vampiro. No livro, gostei dessa coisa de jogo de sedução, quando um quer tocar o outro e não pode, essa coisa de amor de escola que parece sempre impossível. Já no filme, senti que essa coisa pura se perdeu, é tudo muito plástico, irreal.

Talvez eu perca alguns leitores com este parágrafo, mas em Crepúsculo (filme), Bella e Edward não têm química alguma. E Robert Pattinson é um péssimo ator (além de feio, aceitem esse fato). As palavras que pronuncia soam mais artificiais do que um boneco falante do Steven Seagal. Já Kristen Stewart se sai melhor em cena e representa bem a personagem do livro de Stephenie Meyer.

Por fim, Crepúsculo tinha potencial, mas parece um filme amador. Catherine Hardwicke errou a mão nas sequências de “ação” e deveria ter concentrado mais esforços em desenvolver de forma mais sensível e humana a relação incomum do casal. Infelizmente, este é um filme que até os fãs odiarão um dia, quando a febre passar.

Sexta estreia Lua Nova, com um novo diretor (Chris Weitz) e mais grana em caixa. Vamos torcer pra que a coisa seja melhor.

Nota: 5,0

DVD: Filmes do M. Night Shyamalan

Gosto muito de O Sexto Sentido e de Corpo Fechado. Mas, desde que vi Sinais (ruim demais) no cinema, peguei trauma do M. Night Shyamalan e não quis mais ver seus filmes. Até que um dia desses, resolvi dar uma nova chance ao cara. Aluguei os filmes abaixo e aí está o que achei deles.

A VilaA Vila (2004). Lembro de amigos meus, que na época de seu lançamento, correram para o cinema e saíram de lá metendo o pau no filme. Odiaram. Acho que, por isso, fui pego de surpresa. Gostei dele. Claro, não é tão bem conduzido quanto O Sexto Sentido, por exemplo. Mas não deixa de ser um bom suspense que levanta questões interessantes (mesmo que de forma rasa). Shyamalan mostra competência com uso de sons, sombras e outros elementos básicos para se dar sustos. É notável a coragem do diretor em apostar suas fichas em Bryce Dallas Howard: a jovem atriz faz um excelente trabalho como a heroína cega, ganhando destaque em meio a um elenco de gigantes, composto por Joaquin Phoenix, Adrien Brody, William Hurt, Sigourney Weaver e Brendan Gleeson. Todos, em minha opinião, mal utilizados. Nota: 7,5

A Dama na ÁguaA Dama na Água (2006). Puta filme estranho! Enquanto o assistia, questionava se eu não estava sendo sensível o suficiente pra absorver aquela ladainha de conto de fadas pós-moderno. Mas não! O filme é ruim mesmo. Confuso, mal escrito, mal dirigido, mal interpretado (pelos atores, não por nós). Os personagens são bizarros e suas “razões de ser” não fazem sentido algum. Nem visualmente a produção consegue ser interessante. A única cena bacaninha é a morte do crítico. O resto… affe. Nota: 1,0

 

Fim Dos Tempos_PosterFim dos Tempos (2008). Depois do desastre aí de cima, pensei que Shyamalan fosse se redimir e limpar sua barra. Ledo engano. Fim dos Tempos é outra bosta. Cara, que tortura foi ver esse filme. A história chega a ser ridícula (lição de moral ecológica travestida de suspense, qualé meu irmão?!) e os diálogos têm a profundidade da babada de um chiwawa. Sem contar a emocionante interpretação de Mark Wahlberg e Zooey Deschanel: os dois fazem um casal em crise e convencem menos do que qualquer ator da Malhação. Os enquadramentos são sofríveis e o desfecho típico de quem se perdeu no caminho. Nota: 2,0

Agora, um recadinho pro M. Night Shyamalan.

fuck off

DVD: Observe and Report

observe-and-report-dvdLançada diretamente em DVD no Brasil (e com o terrível título O Segurança Fora de Controle, o qual me recuso a repetir), Observe and Report é uma comédia incomum que merece ser assistida.

Dirigida por Jody Hill (do também hilário e inédito por aqui, The Fist Foot Way), o filme tem humor peculiar e ritmo lento. Mas traz Seth Rogen impagável como um segurança de shopping frustrado (e mucho loco) que vê seu sonho de virar policial mais próximo, quando um tarado surge botando o terror na mulherada consumista (aliás, a aparição do vilão acontece com um bem realizado plano-sequência).

Jody Hill é um diretor sem cerimônias e seus dois filmes podem ser vistos como estudos sobre o comportamento de uma parcela masculina americana. São homens cabras-macho, que sofrem – e até choram – ao ver sua amada transando com outro cara, mas exalam testosterona e inspiram cocaína e fumaça de maconha. Eles são incorretos para os olhos da sociedade, mas defendem seus valores com punhos fechados e uma arma de fogo.

“Esse tarado nojento foi a melhor coisa que já me aconteceu”, diz Ronnie Barnhardt (Rogen) deitado no sofá, enquanto sua mãe cai bêbada no chão da sala. Um estranho momento familiar, que dá o tom do humor presente em Observe and Report. Um humor denso e negro, construído por diálogos escatológicos e imprevisíveis (os discursos da mãe, por exemplo, são sensacionais).

observe-and-report-2Aliás, imprevisível é o melhor adjetivo para tentar classificar um filme como Observe and Report. O diretor Jody Hill, com seus cortes secos e trilha metaleira, nos deixa sozinhos junto a personagens transtornados, bipolares, que não pensam antes de agir: como o cínico e explosivo detetive Harrison, encarnado por um surpreendente Ray Liotta; e Dennis (Michael Peña), comparsa de Ronnie e uma das melhores coisas do filme. Ainda assim, a produção tem seus momentos-clichês, como a relação do segurança perdedor com a garota do café e o caráter duvidoso de Brandi (Anna Faris, em uma atuação hilária e digna de reconhecimento).

Observe and Report tem defeitos, não é um feel-good movie e não vai te fazer chorar de rir (bom, talvez). Mas é uma comédia subversiva, repleta de bons personagens e diálogos desconcertantes. Uma experiência  cinematográfica diferente, que você não pode deixar passar em branco. Por bem ou por mal.

Nota: 7,5

DVD: Filmes Cult

Os Amantes do Círculo Polar_PosterOs Amantes do Círculo Polar (1998). Se você está precisando ver um filme bom – mas bom mesmo -, desses que emociona, diverte e te faz sentir mais inteligente, veja Os Amantes do Círculo Polar. Obra-prima do cinema espanhol, que acompanha os encontros e desencontros do casal Otto e Ana (ambos palíndromos). A produção é belíssima, com montagem e fotografia impressionantes, e o roteiro  traz bem-vindas pitadas de surrealismo.

Nota: 9,5

 

FitzcarraldoFitzcarraldo (1982). Ambiciosa obra do cultuado cineasta alemão, Werner Herzog. Amplos cenários, numerosos figurantes, um protagonista excêntrico. O filme tem um fiapo de história (porém, pertinente), mas no final, acaba sendo uma interessante experiência audiovisual. Destaque para a participação dos atores brasileiros José Lewgoy e Grande Otelo.

Nota: 8,0

 

 

Paris, TexasParis, Texas (1984). O melhor filme de Wim Wenders, em minha opinião. Sou fãzaço dessa produção que mostra a trajetória de um pai, perdido no mundo, que busca  reconquistar a confiança do filho e reencontrar sua ex-mulher. Uma obra silenciosa, com trilha áspera e inspirada fotografia. A cena em que a personagem da Nastassja Kinski faz um longo discurso para o “invisível” Travis (Harry Dean Stanton), é clássica e emblemática, tamanha sua simplicidade.

Nota: 10

DVD: Zumbis, Musicais e Parasitas

RECREC (2007). Filme de zumbi espanhol, que virou fenômeno no mundo por trazer uma ótima e bem executada ideia: uma repórter e sua equipe ficam presos em um prédio contaminado pelo “vírus do morto-vivo”. Assim como no genial A Bruxa de Blair, a câmera na mão, a pouca luz e a ausência de trilha, são escolhas que fazem sentido à trama e contribuem à narrativa. Filmão para quem curte o gênero – e dá um puta cagaço, prepare-se! A continuação estreia no Brasil em 19 de fevereiro. Nota: 8,0

 

Amor Sublime Amor_PosterAmor Sublime Amor (1961). Só a sequência inicial, a batalha entre os Jets e os Sharks nas ruas de NY, em que as duas gangues demarcam seu território com uma coreografia exuberante (e até engraçada), já justifica porquê o filme é considerado o musical dos musicais. Adaptação cantante e dançante de “Romeo e Julieta”, o vencedor de 10 Oscar® é, de fato, uma obra-prima: tem canções muito bem escritas (e que não envelheceram) e trabalhos de direção de arte e fotografia espetaculares. Só mesmo o assistindo para entender sua importância e influência. Nota: 9,0

 

AlienAlien – O 8º Passageiro (1979). Até domingo eu nunca tinha visto nenhum filme da série Alien. Decidi fazer o correto e começar pelo começo. E que prazeroso foi ver o filme de Ridley Scott que é, sem dúvida, um marco do cinema pipoca: o clima claustrofóbico, a não exposição do parasita, o conflito psicológico entre os tripulantes da nave, são os pontos altos da produção, assim como seu visual arrebatador. E pensar que três anos depois Ridley Scott entregaria Blade Runner ao mundo. Bons tempos de um cineasta que fez Gladiador (bleh!) e Rede de Mentiras (argh!). Nota: 9,0

O Fantástico Sr. Anderson

Wes AndersonHá tempos que quero fazer um post sobre o diretor Wes Anderson, um dos meus favoritos. Agora, com seu próximo filme a caminho, O Fantástico Sr. Raposo, chegou a hora.

Descrobri Wes Anderson ainda garoto, quando me enfiei às cegas numa sala de cinema para ver Os Excêntricos Tenenbaums com a “galera”. Fiquei deslumbrado com o filme, meus amigos odiaram. Achei diferente de tudo o que tinha visto; uma obra que misturava comédia com drama em uma “embalagem” ao mesmo tempo que sensível, distante e fria.

Depois, à medida que um novo filme do diretor era lançado, mais tinha certeza que me tornara em um fã do cara. Dono de uma personalidade visual única, que carrega, em característicos planos, movimentos de câmera e enquadramentos, uma plasticidade que colabora em muito no entendimento das personagens em cena, W. Anderson também já foi acusado por muitos de fazer sempre o mesmo filme.

Eu discordo, apesar de saber que, sim, visual e narrativamente todos os filme se parecem, além de possuírem quase o mesmo elenco. Mas cada um traz sempre algo novo e muito, muito interessante.

Vamos a eles:

Bottle RocketBottle Rocket (1996). Dois anos depois de realizar um curta de mesmo nome, Wes estreia na tela grande ao lado de seus fiéis amigos e colaboradores, os irmãos Owen e Luke Wilson. Com o filme, o diretor começa a esboçar o que viria a ser seus traços mais autorais, principalmente no roteiro, que tem boas sacadas, mas não salva o filme de ser o mais fraco de sua filmografia.

Nota: 6,0

RushmoreTrês é Demais (1998). Nem o terrível título em português conseguiu trazer o segundo e prestigiado filme do diretor aos cinemas brasileiros. Lançado na época diretamente em VHS, Rushmore (seu título original) também ainda não encontrou sua distribuição em DVD no nosso país. Lamentável, já que o filme é brilhante em muitos sentidos: o roteiro é lotado de situações e personagens engraçadíssimas; o embate entre Jason Schwartzman e Bill Muray é impagável e a direção se mostra madura ao mesmo tempo que experimental. O Wes Anderson que conhecemos hoje nasceu aqui. Nota: 9,5

Os Excêntricos Tenenbaums Os Excêntricos Tenenbaums (2001). O barulho causado por Rushmore deve ter pesado nos ombros de Wes e o fez ir além, ao criar um filme maior em tudo: mais personagens, mais situações bizarras e mais conflitos familiares. No caso, maior foi sinônimo de melhor. Sim, a terceira produção do cineasta é também a minha favorita. Pô, um filme que tem Gene Hackman como um pai porra louca e inconsequente é, no mínimo, genial. O roteiro, riquíssimo por sinal, teve a colaboração de Owen Wilson, que também ajudou a escrever os dois anteriores. Nota: 10,0

A Vida Marinha Com Steve ZissouA Vida Marinha Com Steve Zissou (2004). O céu é mesmo o limite para W. Anderson, porque até o mar ele já explorou – e levou um brasileiro junto. Em uma produção ambiciosa, com grandes cenários feitos em estúdio e sequências em animação stop-motion, o cineasta escreveu, ao lado do amigo Noah Baumbach (que escreveu e dirigiu o espetacular A Lula e a Baleia), uma sátira sobre os documentários aquáticos de Jacques Cousteau. Aliás, este é o que considero o  filme com humor mais acessível do diretor. E a trilha do Seu Jorge cantando David Bowie é, sei lá, de outro mundo. Nota: 8,0

Viagem a DarjeelingViagem a Darjeeling (2007). Do mar para a Índia, Wes volta a usar a família, agora como ponto de partida para um delicioso road movie sobre trilhos. O destaque da produção não é o elenco e nem o roteiro (que teve colaboração de Roman Coppola e do ator Jason Schwartzman), mas sim da incrível fotografia que explora o máximo das cores e texturas dos figurinos e locações. Vale lembrar, claro, do  ótimo curta Hotel Chevalier, que antecipou as cópias do filme e trouxe uma Natalie Portman muito confortável. Ai ai.

Nota: 8,5

Por estas razões, Wes Anderson tornou-se um dos meus diretores favoritos. Um cineasta que, como poucos,  consegue preservar sua personalidade e tom autoral a cada novo projeto.

E o que dizer de O Fantástico Sr. Raposo, adaptação da obra de Roald Dahl (A Fantástica Fábrica de Chocolate), feito todo em stop-motion e com vozes de George Clooney, Meryl Streep, Bill Murray e toda a gangue de Anderson?

Confira o trailer e fique ansioso por conta própria.

O Fantástico Sr. Raposo estreia em 4 de dezembro no Brasil.

DVD: Verão, Férias e Surpresa

Um Verão Para Toda VidaUm Verão Para Toda a Vida (2007). Primeiro filme que vejo com Daniel Radcliffe que não Harry Potter. E a produção é bem regular. Uma pena, já que tinha potencial graças à boa premissa (garotos órfãs que saem de férias, numa pegada Conta Comigo) e à ótima fotografia. O grande problema é que o diretor não soube tirar proveito das toneladas de clichês fornecidas pelo roteiro. Ah, e Harry Potter fuma. Garotinho mal.

Nota:6,0

O Amor Não Tira FériasO Amor Não Tira Férias (2006). Não tinha como dar errado: Kate Winslet, Jack Black, Jude Law e Cameron Diaz em um mesmo filme. Apesar de ser mais longo do que o necessário, O Amor Não Tira Férias é a pedida perfeita para aqueles que curtem uma comédia-romântica. Está longe de ser clássico como Um Lugar Chamado Nottin Hill, mas tem ótimos personagens e um roteiro amarradinho, ainda que previsível. E é sempre uma delícia ver a Kate sofrendo de amor e o Jack Black no papel de Jack Black.

Nota: 8,0

HairsprayHairspray (2007). Musical é o gênero máximo quando o assunto é “ame ou odeie”. Eu gosto muito e Hairspray foi uma das melhores surpresas que encontrei em home video este ano. Acredite, o filme é surpreendentemente bom, com ótima direção e um elenco afiadíssimo (destaque para a novata Nikki Blonsky, que faz a simpática protagonista). Sem contar a trilha sonora, que emplaca um hit grudento atrás do outro. O curioso foi perceber que, enquanto via o filme, eu não consegui parar sorrir. Isso é entretenimento. E se você tem preconceito com o gênero, sugiro que tente exterminá-lo conferindo ótimos exemplares como Moulin Rouge, Chicago, Across The Universe e este espetacular Hairspray. Nota: 9,0