Resenhas DVD

DVD: Matadores, fogo na bomba e paixão

in_brugesNa Mira do Chefe (2008). Apesar do título chumbrega em português, o filme é uma das boas surpresas produzidas no ano que passou. Colin Farrell ganhou seu merecido Globo de Ouro pelo papel do assassino em crise de identidade. São dele as melhores falas de um roteiro bastante supimpa. A perseguição final é curta e, apesar de lembrar Os Infiltrados, surpreende. Nota: 8,5

 

pineapple_expressSegurando as Pontas (2008). Seth Rogen é um maconheiro que compra maconha de outro maconheiro (James Franco, excelente) e que vê o chefe dos maconheiros assassinar um japa da máfia maconheira. Vish, fiquei noiado só de escrever essa frase. Então, a comédia é o típico “filme-de-uma-piada-só”, mas diverte, tem boas cenas de ação, não é ilegal e não prejudica os neurônios. Consuma sem medo. Nota: 7,5

 

romanceRomance (2008). Muito curiosa essa produção brasileira. Wagner Moura (sempre bom) e Letícia Sabatella (fraquinha) são atores de teatro em cartaz com uma adaptação do clássico Tristão e Isolda. Ele, artista conservador. Ela, gosta da fama. A partir desse relacionamento o filme se desenvolve, conduzido com competência por Guel Arraes (O Auto Da Compadecida). Lá pro final ele fica meio chatinho, mas no geral é uma boa pedida para casais que adoram um… romance (tchanan). Nota: 7,0

DVD: Cartas, processos e Scarlett

quebrando-a-bancaQuebrando a Banca (2008). Um grupo de jovens superdotados faz a rapa nos cassinos de Las Vegas. O filme diverte, mas tem ritmo lento e reviravoltas exageradas. Bom para assistir num domingão sem agitação (ó, rimou). Com Kevin Spacey e Jim Sturgess, o Jude do lisérgico musical Across The Universe.  Nota: 6,5

 

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Conduta de Risco (2007). George Clooney é um ótimo ator. Ele sabe ser bom tanto em produções sérias como esta, quanto nas comédias-cabeça dos irmãos Coen. Aqui, ele vive um advogado de defesa que é chamado para ajudar um amigo de profissão, um cara meio doido e que ninguém bota muita fé (o grande Tom Wilkinson), no processo a uma grande companhia agrícola. A partir daí rolam umas perseguições, mortes e muita investigação. A melhor coisa do filme é ver Tilda Swinton no papel que lhe rendeu o Oscar de atriz coadjuvante. O resto, é resto. Nota: 7,0 

vicky_cristina_barcelonaVicky Cristina Barcelona (2008). Adoro quando Woody Allen me surpreende. Depois de alguns filmes bem ruins, foi uma delícia ver Match Point, em 2005. Agora, a coisa se repete e, após Scoop (argh!) e O Sonho de Cassandra (argh!!), temos este adorável Vicky Cristina Barcelona. Duas amigas (Rebecca Hall e minha futura noiva, Scarlett Johansson) decidem passar as férias de verão na cidade espanhola e conhecem um artista plástico com ideias bem liberais (Javier Bardem sem peruca tosca). A relação entre os três é um prato cheio para o texto de Allen pular, dançar e fazer malabarismo. Destaque para a premiada atuação de Penélope Cruz como a desajustada ex-mulher de Javier. Nota: 8,5 

DVD: Escândalo, intimidade e vergonha

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Notas Sobre um Escândalo (2006). Professora tem segundas intenções com outra professora que está se enroscando com um aluno de 15 anos. A trama cheia de polêmicas é um prato cheio para Judi Dench e Cate Blanchett entregarem excelentes atuações. Difícil dizer quem está melhor. Apesar disso, quem rouba mesmo a cena é a inspirada trilha sonora. Grande filme. Nota: 8,5

 

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Pecados Íntimos (2006). Fico com raiva de mim mesmo quando descubro um filme que deveria ter visto há tempos. E esta produção do diretor Todd Field (Entre Quatro Paredes) é simplesmente um dos melhores filmes que já vi. A direção e o comprometimento dos atores são de uma sensibilidade espantosa. E, o que na superfície parece uma história simples, revela-se num drama complexo, sobre pessoas tentando se ajustar em uma sociedade hipócrita e cheia de falso moralismo. Uma obra-prima em todos os sentidos. Nota: 9,5

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Southland Tales – O Fim do Mundo (2006). Insuportável o último filme do diretor Richard Kelly (do cult instantâneo Donnie Darko). Tudo no filme gera uma vergonha alheia, a começar pelo elenco encabeçado por Dwayne “The Rock” Johnson, Justin Timberlake (sim, o músico), Sarah Michelle Gellar e Seann William Scott (o Stifler de American Pie). A proposta do filme é ser uma sátira de diversos assuntos: política, fama, economia, displicência ambiental etc. Mas tudo é tão equivocado, que nem o domínio técnico de Kelly salva a produção de ser terrivelmente…péssima. Para se ter ideia do quão ruim ele é, há uma cena em que Justin dubla, todo ensanguentado, All These Things That I´ve Done, da banda The Killers. Assista abaixo e sinta vergonha por todos os envolvidos. Nota: 2,5

DVD: Alice, Ritchie e Quem!

Casa de Alice

A Casa de Alice (2007). Pequena obra-prima esta produção nacional. A atuação de Carla Ribas, como a personagem título, é de outro mundo e o filme faz um fiel retrato do vazio e da mediocridade do cotidiano da classe baixa brasileira. Dirigido por Chico Teixeira – marque bem esse nome. Nota: 9,0

 

RocknRollaRocknRolla – A Grande Roubada (2008). Desde que Guy Ritchie se casou com Madonna e cometeu Destino Insólito, eu havia perdido as esperanças no cara. Por sorte, RocknRolla é um agradável retorno do diretor à – quase – boa forma. Longe de ser ótimo como Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, o filme traz qualidades do seu primeiro trabalho (humor afiado, edição ágil, reviravoltas), mas sai prejudicado pela complicada trama, que o torna um pouco entediante. Nota: 7,0 

Horton Hears a WhoHorton e o Mundo dos Quem! (2008). Divertidíssima a nova animação do estúdio que fez A Era do Gelo. O visual é impressionante e a história cativante. A narração rimada, baseada na obra do Dr.Seuss, é irresistível e as vozes de Jim Carrey e Steve Carell, como protagonistas, dão o tom certo que agrada crianças e adultos. Imperdível. Nota: 8,5

DVD: Atrizes, vestidos e fumaça

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Jogo de Cena (2007). Simples e muito interessante o último documentário de Eduardo Coutinho (Edifício Master). Em um palco de teatro, mulheres contam suas histórias para o cineasta e sua câmera. Algumas falam a verdade, outras interpretam. Filmes como esse provam que no cinema a expressão “less is more” também é válida. Hipnotizante. Nota: 8,5


vestida-para-casarVestida Para Casar (2008). Previsível, babaca e sem graça. A roteirista Aline Brosh McKenna (do legalzinho O Diabo Veste Prada), deveria estar com cólica, de cama e com uma preguiça colossal quando escreveu esse filme. Adicione isso a uma direção capenga e ao desconforto de Katherine Heigl (Ligeiramente Grávidos) no papel de uma mulher que não nasceu para ser amada, e temos um renegado da Sessão da Tarde. Não se fazem mais comédias românticas como Um Lugar Chamado Notting Hill. Nota: 4,5

 

o-nevoeiroO Nevoeiro (2007). Sensacional filme dirigido por Frank Darabont (À Espera de Um Milagre). Na trama, acompanhamos um grupo de pessoas que fica preso em um mercado, após a chegada de uma misteriosa neblina. Engana-se quem pensa que a produção, baseada na obra de Stephen King, é um filme de monstro. Que nada. Darabont cria um terror psicológico, onde a principal ameaça é o próprio ser humano. Inteligente, claustrofóbico e com um final de deixar o estômago embrulhado. Ok, os monstros são toscos. Uma holy junk nota 9,0.

DVD: Inferno, assassinato, baile e tormentas

Textos curtos, comentários superficiais. E o cara ainda acha que entende de cinema. Má vá!

hellboy-iiHellboy II – O Exército Dourado (2008). Melhor que o primeiro (que eu já gostava) em todos os sentidos. Melhor história, melhor vilão, melhores efeitos e muita, muita ação. A trilha sonora é ótima também (tem até Travis. Uhu!). Em um ano em que só se falou de Batman, Hellboy II é diversão da melhor qualidade e merece ser descoberto. Nota: 9,0


jesse-jamesO Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (2007). Excelente filme com extraordinárias atuações. Brad Pitt dá um show de solidão e melancolia como a primeira celebridade ianque, já Casey Affleck prova que existe muito talento por trás da covardia. O filme começa lento (e chato) mas tem um final devastador. A fotografia é de cair o queixo. Nota: 8,5

 

chega-de-saudade1Chega de Saudade (2007). Muito simpático o segundo filme da diretora Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças). Com uma única locação (um salão de baile), personagens carismáticos e uma câmera inquieta, assistir ao longa é quase uma terapia. Seus pais também vão adorar. Nota: 7,5

 

 

noites-de-tormenta

Noites de Tormenta (2008). Terceira parceria entre Richard Gere e Diane Lane nas telas. Adaptação do best-seller de Nicholas Sparks (autor do enfadonho Diário de uma Paixão), o filme tenta ser emocionante, por isso abusa dos clichês do gênero. Roteiro previsível, direção sem graça, atuações no automático. Ainda assim a mulherada de meia-idade deve curtir. Nota: 5,0

DVD: Fauno, mágicos e Sarah Marshall

Tudo para te dar aquela força na hora de escolher um bom filme na locadora.

pans_labyrinth_ver10O Labirinto do Fauno (2006). Esperava mais desta premiada obra do Guillermo del Toro. Claro, o filme é muito bem produzido e dirigido, a trama é inteligente e as atuações são competentes. Só tenho elogios. Mas por alguma razão, quando subiram os créditos bateu um certo desapontamento. Certamente as ótimas críticas e os prêmios que a produção recebeu em seu lançamento, me fizeram querer mais. Expectativa é mesmo uma merda! Nota: 8,0


prestige_xlgO Grande Truque (2006). Está aqui um filme que, quando acabou, me perguntei: “por que diabos eu não o assisti antes?”. Filmaço, filmaço, fil-ma-ço! Sou fã do Christopher Nolan desde Amnésia, depois do retorno do Homem-Morcego, então…  Aqui, assim como em seus outros filmes (exceto Insônia), além de diretor, ele também mostra seu trabalho como roteirista. Ou seja, Nolan sabe como construir uma boa trama tanto atrás das câmeras, quanto atrás de uma máquina de escrever (nos enganemos que os roteiristas ainda usam a falecida). Tudo na produção é impecável: fotografia, direção de arte, figurino…tudo. E assim, como num passe de mágica, o filme entra na minha lista de favoritos. Nota: 9,5


forgetting_sarah_marshall_ver3_xlgRessaca de Amor (2008). Primeiro filme de Nicholas Stoller como diretor (ele escreveu duas comédias do Jim Carrey, As Loucuras de Dick e Jane e Sim Senhor) e produzido por Judd Apatow, Ressaca de Amor é mediano. Tem boas sacadas, dá pra dar umas risadas, mas fica longe de um O Virgem de 40 Anos, por exemplo. Mesmo Jason Segel segurarando bem o filme como protagonista (ele também é o roteirista), quem rouba a maioria das cenas são os coadjuvantes da trupe de Apatow: Jonah HillPaul Rudd. São deles as piadas mais inteligentes e engraçadas. Filme legalzinho, bom para ver sem compromisso  num sábado à tarde, com os amigos ou a namorada (só não assista com os pais na sala, porque tem sacanagem à beça ;-).  Nota: 7,0

DVD: Diário, crime e cabelos

Filme novo ou antigo. No cinema ou em casa. No Holy Junk tem de tudo.

Abaixo, estreando a seção “DVDs”, dois textículos (hm..nem tanto) sobre os filmes vistos no fim de semana.

notebook_ver2Diário de Uma Paixão. Assistir a este filme foi quase uma obrigação social. Afinal, de tanto as pessoas falarem bem dele, eu já estava me sentindo mal por ainda não tê-lo visto.

Bom, agora que o assisti posso dar minha opinião. E os marmanjos que gostam do filme que me perdoem, mas Diário de Uma Paixão (The Notebook, 2004) é um filme para garotas sensíveis e ponto.

Sem contar que fazia tempo que não via tantos clichês em um só filme.

Juro, achei que cineastas já tinham desistido de adaptar histórias sobre meninas ricas da cidade que se apaixonam por meninos pobres do campo. Pior ainda: achei que o público não comprasse mais essa. Engano meu, já que não só aqui, mas também nos EUA, o romance virou uma febre – ou melhor, uma holy junk.

Muito do entusiasmo se deve ao simpático casal de protagonistas. Ryan Gosling está ótimo como o “caipira sem futuro”, mas com sorriso charmoso e travesso; e Rachel McAdams abusa da inocência e rebeldia inerente à jovialidade da sua personagem.

Agora, seria insensível de minha parte dizer que o filme não é bonito e emocionante. Ele é, sim. Mas também é pretensioso e previsível. É um filme que quer fazer você chorar a qualquer custo. E para isso, o diretor Nick Cassavetes joga sujo (Cena de beijo. Chuva forte. Música emocionante aumenta. Platéia feminina suspira. Lágrimas. Sucesso!).

Sem contar na falta de personalidade dos elementos técnicos, como trilha sonora e figurino. A cena do primeiro almoço com a família da moça, por exemplo, em que todos estão de branco, menos o desfavorecido rapaz, que veste preto, é um insulto ao bom senso. É como se o diretor nos pegasse pela mão, feito crianças, e falasse ao nosso ouvido: “olha, o mocinho ali está de preto porque ele é pobre e não se encaixa na realidade burguesa, essa sim, de um branco estonteante.” Ah, faça-me o favor.

Resumo da ópera, Diário de Uma Paixão é um bom passatempo para a mulherada e para os casais apaixonados, que devem suspirar e chorar à beça. Mas nem por isso, deixa de ser, em minha opinião, um romance comum, pretensioso e previsível (salvo a química entre os protagonistas).

Eu sou mais um romance original, surpreendente, cruel, emocionante e que não subestime a inteligência do espectador, como o excepcional Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.

Este, sim, é um filme de macho, que mostra como o verdadeiro amor sobrevive não só ao tempo, mas às imprevisibilidades e inconstâncias da vida. Foda.

Nota: 6,0

primal_fearAs Duas Faces de Um Crime. Não consigo gostar de filmes de tribunal. São raríssimos os momentos em que me divirto com produções do gênero. Quando um casal de amigos alugou e me convidou para ver este As Duas Faces de Um Crime (Primal Fear, 1996) eu torci o nariz. Felizmente, à toa.

A trama gira em torno do assassinato de um famoso arcebispo. Richard Gere é o advogado de defesa do principal suspeito do crime, interpretado brilhantemente por Edward Norton. Laura Linney atua do outro lado do tribunal, defendendo o falecido.

Como todo longa com tema jurídico, este aqui também tem momentos entediantes. Mas o diretor Gregory Hoblit (Alta Frequência, A Guerra de Hart) fez um bom trabalho, desenvolvendo com competência a trama e entregando ótimas atuações do trio protagonista.

Uma ótima pedida, enfim. Um filme que merece um lugar melhor do que na poeira da sua locadora.

Nota: 7,5

you_dont_mess_with_the_zohan_ver2Zohan – O Agente Bom de Corte. Tudo o que você precisa saber é que o filme é tão ruim, mas tão ruim, que, na realidade, você não precisa saber nada sobre ele – nem os fatores que o tornam tão ruim.

Apenas saia correndo da locadora se algum atendente o recomendar este lixo. É sério. Corra o mais rápido e o mais longe que conseguir!

Nota: 1,0