A Hora do Pesadelo

Resenha: A Hora do Pesadelo

Se existe alguém que tirou meu sono durante a infância, foi Freddy Krueger.

Bastava ver o comercial de qualquer um dos filmes no SBT, que eu já me cagava todo.

Aquele rosto desfigurado, aquelas garras afiadas, aquele sorriso de quem está só esperando você dormir pra acabar com a sua raça.

Mas aí eu cresci e todo o trauma foi superado. Só que vilão de cinema que é vilão de cinema, jamais morre.

Renascido das cinzas na pele de um novo ator (Jackie Earle Haley) e sob o comando de um diretor de videoclipes  sem muito talento (Samuel Bayer), o novo A Hora do Pesadelo cumpre bem seu propósito: apresentar Freddy Krueger à nova geração e fazê-la ficar tensa durante uma hora e meia. Mais nada.

A história você já conhece, os diálogos são ruins, os personagens e as atuações são caricatos, e toda a estrutura narrativa da produção é baseada nos clichês mais clichês do gênero. Apesar disso tudo e de todos os sustos serem absolutamente previsíveis acredite, você vai pular da cadeira. E isso é divertido.

Mas sério, chega a ser ridículo. Você sabe que a mocinha vai subir sozinha no sótão, você sabe que o filho da p*** vai aparecer bem naquela hora e mesmo assim, argh, você leva a porra do susto. Mas tudo bem, você pagou o ingresso pra que acontecesse isso mesmo. Lucro!

Apesar de valer como uma diversão descompromissada com a galera, A Hora do Pesadelo não agrega nada de novo à famosa série. No visual, o Freddy Krueger 2010 parece mais um alienígena do que um homem com rosto queimado e pela primeira vez o sempre ótimo Jackie Earle Haley (Pecados Íntimos, Watchmen) parece ter ligado o “vilão-automático”, tamanha sua preguiça em cena.

Aliás, o principal problema deste A Hora do Pesadelo é a ausência de sarcasmo e ironia de seu personagem, qualidades que fizeram Freddy Krueger um dos mais interessantes, divertidos e horripilantes vilões do cinema.

Nota: 6,5

A Hora do Pesadelo estreia sexta, 07 de maio. Porcaria divertida.

Pisando em filmes

Como os americanos adoram consumir porcarias. É incrível. Basta um filme estrear, que dezenas de produtos licenciados são lançados: bonecos, jogos, CDs, DVDs, canecas, eletrônicos e outros gadgets. Agora, tênis eu nunca tinha visto.

Mas o que pra mim é novidade, para os gringos parece ser bem comum. Alguns, confesso, eu até que usaria…

hellboy

Hellboy. O que estou vendo é certo? Um diferente do outro? Não usaria nem no inferno.

beetlejuice

Beetlejuice. Se eu visse na loja, não diria que é de um filme. Feio, mesmo assim.

 

do-the-right-thing

Faça a Coisa Certa. Bem final dos anos 80 mesmo. Zuado demais.

 

ferris-bueller

Curtindo a Vida Adoidado. Adoro o filme, mas usar um tênis com cadarço ‘cor-de-leopardo’, não dá. Nem mesmo numa parada em NY ao som de Twist´n´Shout.


freddy

A Hora do Pesadelo. Esse é um dos que mais gostei. Mas eu me cagava todo de medo do Freddy Krueger na infância, que não teria coragem de por isso nos pés, não. 

 

godfather

O Poderoso Chefão. Pela foto não dá pra ver o tênis direito, mas Don Vito Corleone merece o meu respeito, e não meu chulé.

 

madrugada

Madrugada dos Mortos. Esse até que é mais discreto, mas em nada lembra o filme.

oompa-loompa

A Fantástica Fábrica de Chocolate. Esse é feio de doer, igual aos Oompa Loompas.

 

quartetoQuarteto Fantástico. Normais. O do “Coisa” é o mais bacanão. Usaria fácil.


scarfaceScarface. Quem na face da Terra teve a ideia de criar isso? Melhor. Quem na face da Terra teria coragem de usar isso?

 

spider

Spider-Man. Não faz jus ao personagem. Faltou estilo. E faltou o azul do uniforme. FAIL!

 

starwars

Star Wars. Nesse caso, o lado negro da força é mais atrativo. Será que eles vêm com um sabre de luz?

 

transformers

Transformers. Até as crianças de 6 anos devem correr de medo desse tênis. Não medo dele se transformar. Mas medo de tão feio que ele é.

 

mcfly

De Volta Para o Futuro. Clássico. Esse compraria como colecionador, apenas. São idênticos aos do Marty McFly.