Borat

Resenha: Brüno

Brüno_PosterQuando assisti Borat, em fevereiro de 2007, perdi o fôlego de tanto rir. Com Brüno, dei “apenas” boas gargalhadas.

Sacha Baron Cohen até se esforçou (e muito!) para fazer um filme superior, mas o resultado ficou aquém do esperado. Por mais que os dois filmes sejam praticamente idênticos em termos de estrutura narrativa, Brüno sofre do efeito déjà vu e desperdiça a chance de contar uma história bacana embalada por situações escatológicas, ao simplesmente trazer situações escatológicas.

Afinal, o repórter cazaquistanês tinha um “objetivo maior de vida”: buscar não só o aprendizado e intercâmbio cultural, como um grande par de tetas amor. Enquanto o repórter de moda, no alto dos seus inocentes 19 anos, vive em conflito com a profissão e, por falta de argumento, chega até a questionar sua orientação sexual (e, pra isso,  faz entrevistas hilárias).

Não que alguém devesse esperar um roteiro super elaborado ou uma história emocionante. Não. Mas ao final da projeção, fica a sensação de que a piada pela piada não basta.

Uma pena, já que Sacha Baron Cohen não poupa atitudes bizarras e linguajar obsceno para nos fazer rir (desta vez, não citarei cenas ou sequências, para não estragar a graça). E, questione ou discorde, mas o cara é um dos melhores atores da atualidade; é impressionante como ele encarna o personagem e consegue ser cara-de-pau nas mais constrangedoras situações. Assim como em Borat, perdi a conta de quantas vezes sussurrei para mim mesmo, com vergonha alheia: “Nossa!”, “Não, ele não vai fazer isso”, “Meu Deus, ele fez!”.

Tinha grandes expectativas com Brüno, mas acabei me decepcionando com o filme. Apesar de trazer momentos engraçadíssimos (mesmo!), a nova comédia de Sacha Baron Cohen peca por repetir a fórmula usada de maneira brilhante em Borat e por não conferir ao personagem um objetivo mais ambicioso e envolvente.

Ich poderia ser melhor. =p

Nota: 6,5