Scarlett Johansson

Resenha: Homem de Ferro 2

Às vezes é bom escrever sobre um filme depois de um tempo. Quando toda aquela empolgação do lançamento já passou e quando todo o impacto causado pela sessão já foi digerido. Há filmes que ficam ainda melhores com o passar do tempo. Não é o caso de Homem de Ferro 2.

Hoje gosto menos dele do que quando o assisti em sua estreia. Uma pena, já que o primeiro é um filmaço.

Mas Homem de Ferro 2 não chega a ser ruim; ele só peca pela falta de cenas ação e por perder tempo demais em coisas desnecessárias. Se no primeiro filme já tínhamos todo aquele lenga-lenga de apresentar personagem e mostrar suas origens, uma continuação deveria, no mínimo, ser mais frenética. Mas não. Jon Favreau e o roteirista Justin Theroux, criaram subtramas sem graça (Máquina de Guerra? Boring!) e ficam horas falando, por exemplo, que os EUA querem a armadura do herói e que ela própria o está matando.

Porra, e eles tinham coadjuvantes como Mickey Rourke, Scarlett Johansson e Sam Rockwell num mesmo filme e deram destaque a um insosso Don Cheadle?! Que desperdício.

O ótimo vilão encarnado por Rourke merecia mais tempo em cena (a sequência em Mônaco é a melhor do filme), assim como a Viúva Negra (Scarlett Johansson, surpreendendo como a heroína). Sam Rockwell foi o único que ganhou o devido destaque e mostrou porque é um dos atores mais interessantes dessa geração.

Ainda assim, o filme é todo de Robert Downey Jr. e seu Tony Stark, agora em versão mais irresponsável, irônico e putão. A sequência da conversa com Nicky Fury (Samuel L. Jackson) em uma lanchonete é sensacional e cheia de falas memoráveis.

E como esse, Homem de Ferro 2 tem outros bons momentos. Pena que a falta de ação (o mínimo que se espera de uma continuação) e a longa duração, ocupada em sua maioria por sequências que a gente simplesmente não quer ver, tenham tirado o brilho do que poderia ter sido um grande filme.

Nota: 7,0

DVD: Cartas, processos e Scarlett

quebrando-a-bancaQuebrando a Banca (2008). Um grupo de jovens superdotados faz a rapa nos cassinos de Las Vegas. O filme diverte, mas tem ritmo lento e reviravoltas exageradas. Bom para assistir num domingão sem agitação (ó, rimou). Com Kevin Spacey e Jim Sturgess, o Jude do lisérgico musical Across The Universe.  Nota: 6,5

 

michaelclayton

Conduta de Risco (2007). George Clooney é um ótimo ator. Ele sabe ser bom tanto em produções sérias como esta, quanto nas comédias-cabeça dos irmãos Coen. Aqui, ele vive um advogado de defesa que é chamado para ajudar um amigo de profissão, um cara meio doido e que ninguém bota muita fé (o grande Tom Wilkinson), no processo a uma grande companhia agrícola. A partir daí rolam umas perseguições, mortes e muita investigação. A melhor coisa do filme é ver Tilda Swinton no papel que lhe rendeu o Oscar de atriz coadjuvante. O resto, é resto. Nota: 7,0 

vicky_cristina_barcelonaVicky Cristina Barcelona (2008). Adoro quando Woody Allen me surpreende. Depois de alguns filmes bem ruins, foi uma delícia ver Match Point, em 2005. Agora, a coisa se repete e, após Scoop (argh!) e O Sonho de Cassandra (argh!!), temos este adorável Vicky Cristina Barcelona. Duas amigas (Rebecca Hall e minha futura noiva, Scarlett Johansson) decidem passar as férias de verão na cidade espanhola e conhecem um artista plástico com ideias bem liberais (Javier Bardem sem peruca tosca). A relação entre os três é um prato cheio para o texto de Allen pular, dançar e fazer malabarismo. Destaque para a premiada atuação de Penélope Cruz como a desajustada ex-mulher de Javier. Nota: 8,5