Taylor Lautner

Resenha: Lua Nova

Tem coisas que a gente não precisa passar. No domingo, por exemplo, eu poderia não ter ido ver Lua Nova. Hoje eu seria uma pessoa bem mais feliz. Mas não, o senhor-curioso-que-gosta-de-porcarias, não resistiu e foi ver essa merda.

Pra começar, a sessão foi um desastre: tive que esperar quase 2 horas até o início do filme (perdi a sessão pra qual tinha me programado), depois os caras passaram quase 20 minutos de trailers (todos já postados aqui no blog), e, pra melhorar, com quase meia hora de filme, uma senhora faminta cismou de engasgar com a pipoca: acendem as luzes, param o filme, o povo grita, aplaude e a nossa mocinha está salva.

Mas eu mal sabia que o pior ainda estava por vir. Fãs da série, alguém pode, por favor, me explicar que porra de filme é esse? Juro que foram duas horas – e dez – bem insuportáveis. O maior problema é que não acontece nada no filme. Bom, acontece isso…

A Bella está feliz. O Edward vai embora. A Bella fica triste. O Jacob aparece. A Bella fica feliz. O Jacob fica bravo. A Bella fica triste. O Jacob é um lobisomem. A Bella gosta de vampiros. A Bella quer se matar. O Edward aparece. A Bella fica feliz. O Edward quer se matar. O Jacob fica triste. A Bella ama o Jacob. O Edward quer casar. E o Bruno quer cortar os pulsos.

Pô, Crepúsculo era ruim, mas era uma porcaria divertida. Já Lua Nova não. É ruim e é um tédio. Ok, tecnicamente o filme é superior ao primeiro, deixando, pelo bem de todos, aquele ar de amador para trás. Os efeitos estão mais legais (não perfeitos, nem bonitos) e as sequências de ação melhor orquestradas. Aliás, o grande momento do filme é quando os lobisomens perseguem a vilanesca Victoria ao som arrebatador de Thom Yorke.

Por falar em som, duas coisas: a trilha é beeem legal e a mixagem de som é beeem ruim. Lua Nova faz muito barulho por nada, literalmente. Mas isso é detalhe, afinal, temos alguns abdomens e uma garotinha problemática pra analisar.

O elenco está um pouco melhor, mas continua ruim. Kristen Stewart, de quem eu tinha até gostado no primeiro filme, entrega a interpretação mais irritante da história. Agora, não sei se culpo a atriz ou a personagem, já que Bella é uma… ah, desencana. Não quero confusão. Robert Pattinson continua precisando seriamente de aulas de atuação, enquanto Taylor Lautner é o que se sai melhor do trio. Ainda assim, quem “rouba” a cena é Michael Welch e Anna Kendrick, Mike e Jessica respectivamente. A cena em que Bella vai com Jacob e Mike ao cinema é divertidinha e até arrancou sorrisos meus.

Mas aí entram aqueles Volturi e pantz… o filme mostra a que veio. Com figurino e direção de arte cafonas demais, o clímax de Lua Nova parece final de temporada de uma mini-série da TV Globinho. Ah, mas as moças suspiram quando veem Bella e Edward, vestindo branco e correndo saltitantes pela floresta, em uma visão futura de Alice. Não minha gente, isso não é romântico e nem emocionante. É ridículo e vergonhoso. E o que dizer da Dakota Fanning, que entra toda putinha e tem, tipo, duas falas?

Pra finalizar, a entrada de Chris Weitz fez bem para a série, mas não a salva de ser um desastre. O diretor perde muito tempo com coisas inúteis, que não agregam à narrativa. Pelo contrário, as pausas dramáticas dos diálogos (que são péssimos), as repetições desnecessárias e o excesso de vai-não-vai, cansam e inflam um filme que deveria ter, estourando, 90 minutos.

Eu tentei, mas meu esforço pra gostar da série acaba por aqui. Valeu Edward, valeu Bella. O prazer foi todo de vocês. Beijos.

Nota: 3,0

p.s: mesmo Lua Nova sendo tecnicamente melhor que Crepúsculo, o filme sequer é divertido por ser ruim. Por isso merece uma nota mais baixa. Porcaria ruim, morra!