The Hangover

Estreias – 21 de agosto/09

Se Beber, Não Case! é, pra mim, a grande surpresa do ano. Assisti ao filme no começo de junho, chorei de rir e, desde então, não vejo a hora de conferi-lo de novo. Bom saber que ele estreia hoje. =D

Juízo Final parece uma mistura bizarra de qualquer filme de zumbi (dos quais sou fãzaço) com Mad Max (isso, aquele da Tina Turner). Eu ouvi a palavra trash?

A Teta Assustada é uma produção peruana que, se eu bem entendi, tem o melhor título de filme EVER!

Veronika Decide Morrer é a primeira adaptação cinematográfica de uma “obra” de Paulo Coelho. Coloquei obra entre aspas porque, assim como Dan Brown, Paulo Coelho é uma farsa. Se não bastasse, Sarah Michelle Gellar é a protagonista. Affe.

A Onda traz um bando de jovens alemães que adoram uma revolução.

Manhã Transfigurada é um filme independente brasileiro que você provavelmente não vai ver porque deve passar em uma ou duas salas. Idem para O Fim da Picada, que também estreia hoje e esteve no I SP Terror. Amo cinema brasileiro e ele sempre terá o espaço que merece aqui no Holy Junk.

Gigante, pelo trailer, tem cara de ser muito bom. Além disso o filme ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim.

Clique no pôster do filme para ver seu trailer.

Se Beber, Não Case! PosterJuízo Final PosterA Teta Assustada PosterVeronika Decide Morrer PosterA Onda PosterManhã Transfigurada PosterO Fim da Picada PosterGigante_Poster

Resenha: Se Beber, Não Case!

PrintColoque um bêbado encoxando um tigre e voilàtemos a melhor comédia do ano. Se Beber, Não Case! é sensacional graças a este e a outros (muitos) momentos bizarros e engraçadíssimos.

O diretor Todd Phillips é um sacana, pois esta não é a primeira vez em que ele me faz chorar de rir (ou será que só eu por aqui gostei de Road Trip?). O cara, assim como Judd Apatow, sabe como ninguém desenvolver narrativas sobre “melhores-amigos-curtindo-a-vida-very-muito-crazy”. Aliás, este gênero de filme ganhou até nome nos EUA: bromance (brother + romance = amigos que se dão tão bem que são capazes de fazer qualquer coisa um pelo outro, numa relação quase romântica…lindo, né?).

E o filme é basicamente sobre isso: 4 amigos que partem rumo a Las Vegas para uma despedida de solteiro, mas acabam bebendo demais (como não?) e perdem o noivo a dois dias do casamento do rapaz. Certamente você deve achar que já viu um filme como esse. E deve mesmo ter visto coisa parecida. Mas Se Beber, Não Case! é tão bem acabado que o torna muito acima da média.

Primeiro, ele não é apenas uma comédia sobre caras pirando em Las Vegas, como denuncia o pôster. Por incrível que pareça, ele desenvolve alguns personagens bem interessantes, a começar pelos protagonistas: Phil, um professor de crianças hora inconsequente, hora responsável; Stu, um dentista que vive sob as ordens de uma namorada controladora; Doug, o noivo coxinha que desapareceu; e Alan, o gordinho lesado, irmão da noiva e fã do Jonas Brothers. Sem contar os ótimos coadjuvantes desta festa, passando pelo médico, os policiais (a sequência da delegacia  é hilária demais!) e, claro, o chinês mafioso e afetado.

Não bastasse isso, o roteiro é muito bem amarrado e, além dos ótimos diálogos e situações nonsense, carrega uma aura “filme de detetive” ao entregar, ao longo da trama, pequenas pistas. Dessa forma, o diretor convida o espectador a construir, junto aos personagens, os eventos da noite que deu errado. Muy bueno!

O filme marca um golaço também ao fugir do lugar-comum quando o assunto é Las Vegas. Aqui, a cidade do pecado é mostrada de dia, quando todo o glamour de suas luzes e limusines já se apagou e muitos saíram no prejuízo. O clima é degradante e isto soma ao estado de espírito no qual os personagens se encontram (aka ressaca).

Ah, e a cena de Mike Tyson cantando Phil Collins não poderia ser mais cool. O pugilista é um péssimo ator, mas tão ruim que precisa de um assistente, um coadjuvante “profissional” que interpreta por ele. Demais, isso. E Heather Graham (a patinadora de Boogie Nights), que aqui faz uma stripper, está mais fraca do que nunca. Já Zach Galifianaki (o fat boy, Alan) é a grande revelação do filme, sendo dele as melhores falas e cenas.

Eu poderia ficar o dia todo aqui escrevendo e justificando, cena a cena, sobre tudo o que gostei do filme. Mas não quero estragar a surpresa. Por isso, concluo dizendo que Se Beber, Não Case! consegue contar uma boa história sobre amizade, aliando de maneira excepcional ótimos diálogos com comédia física (o filme perfeito pra ir com a galera no cinema e rir à beça). Os personagens são tão bem construídos que eles crescem ao longo da trama de uma maneira que torcemos por eles, nos sentimos próximos; queremos estar com eles por mais tempo. E, por isso, uma continuação (anunciada antes mesmo da estreia do filme) será mais do que bem-vinda.

Cheers!

Nota: 9,0

O filme estreia na próxima sexta-feira, 21 de agosto.