Walter Salles

DVD: Música, família e futebol

onceApenas Uma Vez (2006). O vencedor do Oscar® 2008 de melhor canção é aquele tipo de filme que faz um bem danado pra mente, pra alma e pro coração. A produção irlandesa acompanha um rapaz e uma garota que se encontram na rua e se apaixonam ficam amigos graças à música. O estilo documental adotado pelo diretor, somado ao fato dos dois não serem atores profissionais, da à produção uma naturalidade absurda (valor visto recentemente em Entre os Muros da Escola). Sensível, emocionante e com uma trilha sonora arrebatadora, Apenas Uma Vez é um dos melhores romances/filmes que já vi. Isso é que é cinema! Nota: 9,5

 

kramer_vs_kramerKramer VS. Kramer (1979). O filme que rendeu à Meryl Streep seu primeiro Oscar e ganhou outros 4, incluindo Melhor Filme, não é de grandes surpresas: mãe abandona filho com pai e depois volta para lutar pela guarda da criança. Um drama familiar bastante convencional, mas que certamente influenciou boa parte dos dramas convencionais de hoje em dia, graças a um roteiro bem escrito e conduzido e às primorosas atuações de Dustin Hoffman (também premiado) e Meryl. Só pelo duelo de titãs, o filme é mais que obrigatório. Nota: 8,5

 

linhadepasseLinha de Passe (2008). Infelizmente não vi a nova produção de Walter Salles (codirigida por Daniela Thomas) nos cinemas. Por sorte minha e competência deles, o filme não perdeu sua força na telinha. Digo isso porque fiquei bastante sensibilizado com a obra, que é intensa e cheia de melancolia. Sandra Corveloni está brilhante como a matriarca de uma família de 4 garotos; cada um com sua história, dilemas e conflitos. Um filme genuinamente brasileiro, dirigido com primor pela dupla de cineastas. Nota: 9,0

DVD: Remorso, torre eiffel e rock

atonement

Desejo e Reparação (2007). Uma brincadeira, uma carta, um engano e uma menina filha da mãe, são a base deste belo filme. Dois anos depois de Orgulho e Preconceito, o diretor Joe Wright retorna com outra famosa adaptação literária: sai Jane Austen, entra Ian McEwan. Mas Keira Knightley permanece, com as mesmas expressões (para mim, ela sabe fazer apenas uma personagem). Enquanto James McAvoy e seu sotaque escocês são sempre bons em cena. Trama interessante, bem conduzida e com um final surpreendente. Nota: 8,5 

paris_je_taimeParis, Te Amo (2006). Pague um, leve muitos. É mais ou menos esse o espírito desse filme recheado de curtas sobre o amor na cidade luz. Grandes diretores assinam as pequenas obras: Gus Van Sant, os irmãos Coen, Walter Salles, Alfonso Cuarón entre outros. Assim, a produção acaba tendo os seus altos e baixos, com tramas envolventes e bem realizadas, e outras nem tanto. O melhor é ver como cada diretor tem uma visão particular sobre o tema e ainda, como cada identidade, narrativa ou visual, contribui à sua maneira no resultado final da produção. Nota: 8,0 

controlControl (2007). Ian Curtis se matou em 1980, aos 23 anos. Antes disso, trabalhou em uma agência de empregos e foi vocalista da Joy Division, uma das mais influentes bandas de rock das últimas décadas. Com uma bela fotografia em petro-e-branco, enquadramentos bastante sensíveis e boas atuações, Control acompanha a trajetória do jovem gênio britânico, do ingresso à música ao suicídio. Um sincero retrato de uma época e de uma personalidade em conflito com sua arte e seus romances. Pena que, da metade para o final, seu ritmo fique um pouco arrastado. Nota: 8,0